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Diário de uma Alquimista

blog pessoal de andreia gonçalves

Diário de uma Alquimista

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26 de Outubro, 2020

Mantra da semana #2

Sê positivo, sê focado, sê forte

Andreia Gonçalves

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18 de Outubro, 2020

Uma aventura: na casa abandonada...

Andreia Gonçalves

Tenho uma pancada por casas velhas. Já tinha revelado esse meu lado neste post. Gosto de memórias, de contar histórias ou de as imaginar, de recuperar a alma a coisas que parecem ter perdido o seu uso. Fico doida de felicidade quando entro num espaço antigo, abandonado porque sei que vou encontrar pequenos tesouros. Se calhar, li demasiados livros da coleção “Uma aventura”!

Tenho um olhar “clínico” sobre causas perdidas, especializado em encontrar vida em objetos inanimados. Começo por observar, ausculto para ouvir o que dizem, avalio o estrago e traço o diagnóstico: tem ou não solução. E penso logo na cura provável – se necessita de ferragens, pinturas, carpintaria… dependendo do estado de gravidade, apresento-lhe o seu destino final!

Uma talha que virou floreira, uma mesa de cozinha que é aparador da entrada, mala de cartão antiga passou a expositor de sabão, assim como algumas peneira e joeiras, garrafas ou jarros que são agora candeeiros…só para dar alguns exemplos. Tudo tem o seu novo uso cá em casa. E acaba por ser uma forma de sustentabilidade ambiental, pois reutilizo tudo o que recupero.

Restaurar coisas antigas é um dos meus passatempos favoritos e divirto-me tanto a pensar para que determinado objeto servia ou o modo como se fazia antigamente, comparando com o agora, como o novo uso que lhe vou dar ou a cor que vou usar. Por exemplo, quantos de vós já viram ou usaram um ferro de engomar aquecido por brasas da lareira? (sim, leram bem, brasas acesas da lareira). E a roupa ficava ali sem uma ruga sequer! Prometo mostrar essa alta tecnologia noutro post!

Esta era a caixa de ferramentas do meu avô, que infelizmente não cheguei a conhecer. Foi emigrante em França nos anos 60, assim como tantas centenas de portugueses. Era a sua caixa de ferramentas de pedreiro.

        

Encontrei-a há uns anos na aloje da minha avó cheia de ferramentas antigas e à espera de ir para o lixo. Como assim? Pensei eu. Esta caixa é tão jeitosa, ainda não sabia bem para quê. Deitei fora as ferramentas, que já eram impossíveis recuperar, e trouxe a caixa. Lavei-a bem para tirar o pó, lixei e pintei. Encontrei umas dobradiças novas idênticas às originais e mantive a fechadura. Só falta comprar uma pega que sirva. Lembrei-me, então, que iria ficar bem na decoração campestre do meu casamento para colocar os cones com as pétalas no jardim (desculpem não ter uma foto mais bonita, mas foi o que consegui tirar no dia anterior).

Depois de pronta a minha avó nem reconheceu a caixa! E mesmo não ter conhecido o meu avô, ele esteve presente no dia do meu casamento! Foi uma bela estreia. Mas agora a caixa irá ter outro destino. Alguma sugestão?

05 de Outubro, 2020

Lasanha sem massa e com molho bechamel a fingir

da horta ao prato

Andreia Gonçalves

Vou revelar um segredo: não gosto de cozinhar. Muita gente diz que cozinhar ajudar a relaxar, no meu caso, ajuda-me a stressar! Mas gosto de comer bem, de forma equilibrada e estou sempre à procura de alternativas mais saudáveis nos pratos que gosto.

Hoje partilho convosco a minha lasanha sem massa e com molho bechamel a fingir, que além de ser uma alternativa menos pesada, pode ser facilmente adaptada. E tenho a certeza que mesmo aqueles que torcem o nariz à mudança nem vão notar a diferença.

Ingredientes

Para o molho bechamel a fingir:

1 couve-flor

200 ml leite ou bebida vegetal

Noz moscada

Pimenta

Sal

Natas vegetais (opcional)

Para o recheio:

500 gr de carne picada (usei de vaca, mas pode ser substituída por seitan, por exemplo)

2 tomates

1 cebola

2 cenouras

Pimento verde e vermelho (opcional)

2 Curgetes

Como fazer:

Corta a curgete em fatias e coloca-as no forno uns minutos para ajudar a secar o excesso de água. Coze a couve-flor no leite até ficar bem cozida. Faz um refogado com a cebola, alho e pedacinhos de pimento verde e vermelho. Acrescenta a carne, os temperos e um pouco de vinho branco e tapa o tacho. Depois de a carne estar meia acastanhada, acrescenta o tomate picado e a cenoura e deixa cozinhar, mexendo de vez em quando.

Escorre a couve flor já cozida e tritura-a, temperando-a com a noz-moscada, pimenta e um pouco de natas vegetais (eu usei um pouco para dar mais cremosidade ao gratinado, mas é opcional). Agora é só montar a lasanha, colocando uma camada de curgete, carne, molho de couve flor. No cimo, eu coloquei um pouco de queijo mozarela e levei ao forno a gratinar!

Espero que gostem. Boas alquimias!