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Diário de uma Alquimista

blog pessoal de andreia gonçalves

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01 de Abril, 2020

Ups! Emaranhei-me nas redes sociais

Andreia Gonçalves

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Quando entrei para jornalismo ainda não existia o fenómeno das redes sociais, nem smartphones com internet que nos “obrigam” a estar ligados 24 horas por dia. Existia na altura o Hi5, mas só ia cuscar o que este ou aquele andava a fazer, assim uma vez por semana, até porque nunca fui muito de “passar tempo” no computador, o youtube não tinha a dimensão de hoje (muito menos se falava de youtubers ou vlogs, etc.). Para mim, era meramente funcional para trabalhar. Claro que as coisas mudam, evoluímos ao ritmo das novas tecnologias e das modas e hoje posso dizer que me “emaranhei” (emaranhar - misturar, enredar) nas redes e é um mundo que realmente me fascina. Isto não aconteceu assim há tanto tempo, mas quando conto isto aos meus colegas da equipa, por exemplo, que hoje têm 15 anos, eles acham muita piada e não conseguem perceber que existiu uma vida sem telemóvel e quatro canais de televisão! Adiante…

Hoje aconteceu-me uma coisa espetacular. Reencontrei uma amiga da faculdade no facebook. É banal? Sim, mas esta não é apenas uma colega de faculdade. Foi a primeira pessoa com quem falei na faculdade! Literalmente a primeira pessoa.

Estava sentada ao cimo das escadas à espera da minha vez para fazer a matrícula quando ela se aproximou e me perguntou se tinha uma caneta a mais (agora que penso bem já não sei se foi ao contrário, mas não interessa). A partir desse momento já não nos largámos. Falámos durantes aquelas longas horas de espera ou não fossemos nós de comunicação: ela do curso de relações públicas, eu de jornalismo. Ficámos ainda mais contentes quando descobrimos que íamos ficar na mesma turma, pelo menos no primeiro ano que tinha o tronco comum. Afinal, eu que estava sozinha em lisboa a 200 e tal quilómetros de casa e ela foi uma das melhores amizades da faculdade e que me deu colo quando precisei. 12 anos depois, lembro-me das várias peripécias que passámos juntas, rimos, chorámos… enfim. Não cheguei a conhecer a família dela, mas ela veio passar um fim de semana à minha terra com o namorado da altura e conheceu a minha casa, levou produtos caseiros, conheceu a minha realidade e aquilo de que eu tanto falava (sim, a turma inteira sabia de onde eu era! ahaha)

À medida que o curso avançou fomos perdendo o contacto, isto porque na altura o facebook só estava a começar e não existia esta febre das redes sociais. Havia o Hi5 e eu passava semanas sem dar atenção, até porque não havia smartphones com wi-fi. Mas já havia wi-fi! Ahaha! É engraçado que, depois da conversa desta manhã, ambas pensávamos uma na outra de vez em quando. Já tinha procurado por ela nas redes sociais atuais, mas não sei porque raio nunca tinha encontrado o perfil dela nem ela o meu. Hoje de manhã, foi com espanto que vejo o pedido dela de amizade. Ambas seguimos os nossos destinos, mas a amizade que nos uniu durante aquele tempo renasceu. Foi tão bom, tão maravilhoso que fiquei mesmo emocionada. Aqueceu-me cá dentro e deu-me alento para continuar esta quarentena com esperança de que em breve vamos poder reencontrar-nos! Prometemos nunca mais perder o contacto, é para isso que as redes sociais servem, certo? (ler com uma pitada de ironia).

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